Crescimento e Diminuição
J. H. Jowett
“Convém que Ele cresça, e eu diminua” (Jo 3:30)
E no entanto, esta própria diminuição é o segredo do verdadeiro crescimento. Este tipo de diminuição é, na realidade, criar espaço para Cristo. Nossa auto importância encolhe, e crescemos na graça e no conhecimento do Senhor. É quando estamos cheios do eu, das opiniões próprias, egocêntricos, egoístas, que Cristo é empurrado para fora. Esta era a morte de grande parte do farisaismo no tempo do nosso Senhor. A vida do fariseu era apinhada com o eu. O eu transbordava. Era como uma oficina tão cheia, que parte dos objetos era empilhado do lado de fora, em volta da porta.
Você não conseguiria se aproximar de um fariseu sem chocar-se contra seu egoísmo. Você tocaria sempre no seu orgulho. Ele sobressaia em tudo, até mesmo em suas orações.
“Eu te agradeço porque não sou como os outros homens: eu jejuo duas vezes por semana, eu dou o dízimo”.
Ali não havia lugar algum para o Salvador. A casa estava muito cheia. Estava abarrotada com um auto conceito inchado. Este era o elemento mortífero na vida do fariseu. Ele não diminuiria. Ele não se tornaria pobre em espírito. E assim, talvez, num sentido bem amplo, podemos dizer que o aumento na vida cristã consiste em fazer espaço para Cristo. E se soubéssemos que nisto possuimos o segredo de tudo! Pois mesmo na vida cristã somos capazes de nos entulharmos com muitas coisas. Podemos ter muitas regras. E que confusão fazemos! Ficamos sobrecarregados e então retornamos ávidamente para aquele que disse:
“Vinde a mim, pois o meu julgo é suave e o meu fardo é leve”.
Fiquem na graça do Pai e até mais!